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Teresa Palma Rodrigues

Teresa Palma Rodrigues nasceu em Lisboa, em 1978. Vive e trabalha em Lisboa.

www.teresapalmarodrigues.com

 

1. Teresa Palma Rodrigues, “Homens rudemente sinceros nunca podem ser espiões”, 2010,  Série de 30 – Aguarela sobre papel, 10,5×14,5cm. Vista da exposição.

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O trabalho de Teresa Palma concentra-se numa pesquisa formal em torno do suporte pictórico.

A sua investigação é circular e parte dos equívocos linguísticos que se verificam entre «tela», «suporte», «quadro» e «pintura»; do uso corrente destas palavras tidas como sinónimos, mas que de facto, se referem a coisas distintas.

A sua necessidade de analisar o material como fim em si mesmo e não apenas como médium para a representação, permite a apropriação da tela como suporte e como elemento pictórico per si. Vista como uma «superfície tecida», a pintura de Teresa Palma coincide com o próprio processo de fazer, concordante com a acção implícita na fabricação de um tecido. A artista assume a «tela», enquanto elemento pictórico, como um tecido-que-se-tece, relevando, assim, a importância do «fazer», «desfazer» e «refazer».

As afinidades entre os termos «texto» e «textura», a utilização simultânea das palavras «ponto» e «linha», partilhados pelos campos lexicais disciplinares próprios da Escrita, do Desenho, da Pintura e da Tapeçaria, são, sem dúvida, os fios condutores da sua pesquisa teórica e prática, centrada na questão da «leitura» da imagem pictórica. Esta «leitura» é antes uma forma de resistência à leitura como visualização de uma imagem, uma vez que o processo funde (segundo uma teia e uma trama) duas imagens pintadas. É justamente na escolha dessas imagens pelos seus conteúdos imagéticos bem como na sua sobreposição intercalada/ tecida que todo o pathos do trabalho desta artista se concentra.

 


O seu projecto de Sines é igualmente consequência de uma teia metafórica de acontecimentos, intenções. A vida da cidade contada a partir dos postais turísticos surge como matéria primeira para uma sucessão de manipulações (através da fotografia, passando pelo zoom in computorizado, a digitalização e por fim o retoque manual, a pintura in loco). O resultado é uma série de novos postais que nos revelam a acuidade invulgar do olhar de Teresa Palma, o seu enfoque no inesperado. Estas pequenas imagens vêm substituir o sentimento melancólico do «antigamente é que era bonito» que emana de qualquer relatório Sineense, e mostram uma vivência inesperada de Sines: salutar e feliz.

Margarida Prieto, 2010

 

2. Processo de trabalho: procura exaustiva de “banhistas” em postais de Sines. Após a impressão das imagens ampliadas, segue-se o retoque das figuras.

 

3. Algumas imagens de “Homens rudemente sinceros nunca podem ser espiões”.

4. Excerto do texto de Francisco Luís Lopes, in Breve Notícia de Sines, 1850.


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  1. Marta permalink
    Fevereiro 16, 2010 11:02 pm

    Olá! Não pude ir a Sines… mas conseguiste levar-me lá, só com este “cheirinho” da tua exposição. É bom ver de novo o teu traço, os teus desenhos; e melhor, fizeram-me recordar os nossos Verões há mt anos atrás, ainda que noutro mar!
    Mt bj e tudo de bom

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